Carcinoma de células escamosas em gatos: sinais, perigos e prevenção

O carcinoma de células escamosas (CCE) é uma neoplasia maligna que afeta gatos, especialmente aqueles com pelagem clara e áreas despigmentadas. Caracteriza-se por sua agressividade local e potencial para causar danos significativos se não for tratado precocemente. 

A exposição prolongada à radiação ultravioleta (UV) é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença.

Este artigo aborda o que é o carcinoma de células escamosas em gatos, os perigos associados, os sinais clínicos a serem observados, as opções de tratamento disponíveis e as medidas preventivas que podem ser adotadas para proteger seu felino. ​

O que é o carcinoma de células escamosas em gatos?

O carcinoma de células escamosas é um tumor maligno originado nas células epiteliais escamosas, que compõem a camada mais externa da pele e revestem diversas cavidades do corpo. 

Em gatos, essa neoplasia ocorre frequentemente na pele, especialmente em áreas com pouca pigmentação e escassa cobertura de pelos, como orelhas, nariz e pálpebras. Além disso, pode afetar a cavidade oral, incluindo língua e gengivas.

A exposição à radiação ultravioleta é um fator etiológico significativo para o desenvolvimento do CCE em felinos. Gatos de pelagem branca ou com áreas despigmentadas são mais suscetíveis, pois a falta de pigmento oferece menos proteção contra os danos causados pelo sol. 

Embora o CCE seja localmente agressivo, sua taxa de metástase para linfonodos regionais e pulmões é considerada baixa.

Carcinoma De Células Escamosas Em Gatos: Perigos E Prevenção

Perigos do carcinoma de células escamosas em gatos

O principal perigo do CCE em gatos reside na sua capacidade de invasão local. O tumor pode destruir tecidos adjacentes, causando deformidades significativas e comprometendo funções essenciais, como a audição e a alimentação, dependendo da localização da lesão. 

Embora a taxa de metástase seja baixa, a agressividade local pode levar a complicações graves se não for tratada adequadamente.

Além disso, o diagnóstico tardio pode dificultar o tratamento eficaz, reduzindo as opções terapêuticas disponíveis e piorando o prognóstico. Portanto, é crucial estar atento aos sinais clínicos e procurar atendimento veterinário ao primeiro indício de anormalidade.​

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Sinais clínicos do carcinoma de células escamosas em gatos

Os sinais clínicos do carcinoma de células escamosas em gatos variam conforme a localização do tumor. Nas formas cutâneas, as lesões iniciais podem se manifestar como áreas avermelhadas, crostosas ou ulceradas que não cicatrizam, localizadas principalmente em regiões como orelhas, nariz e pálpebras. 

Com a progressão, essas lesões podem aumentar de tamanho, tornando-se mais invasivas e profundas.

Quando o CCE acomete a cavidade oral, os sinais podem incluir:

  • Sialorreia (salivação excessiva);
  • Halitose (mau hálito);
  • Dificuldade para se alimentar;
  • Perda de peso;​
  • Sangramentos orais;​
  • Perda de dentes.

É fundamental observar qualquer alteração na pele ou comportamento do gato e buscar avaliação veterinária para um diagnóstico preciso.​

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Diagnóstico do carcinoma de células escamosas em gatos

O diagnóstico do carcinoma de células escamosas em gatos é baseado na história clínica, exame físico detalhado e exames complementares. A citologia aspirativa pode fornecer indícios iniciais, mas a biópsia com análise histopatológica é essencial para a confirmação definitiva. 

Além disso, exames de imagem, como radiografias e tomografias, podem ser utilizados para avaliar a extensão da lesão e a possível invasão de estruturas adjacentes.

Tratamento do carcinoma de células escamosas em gatos

As opções de tratamento para o CCE em gatos incluem:

  • Cirurgia: a remoção cirúrgica ampla da lesão é o tratamento de escolha, especialmente em tumores localizados em áreas acessíveis. A margem de segurança é crucial para minimizar as chances de recidiva;
  • Criocirurgia: utiliza temperaturas extremamente baixas para destruir o tecido tumoral. É indicada para lesões superficiais e de menor tamanho;
  • Radioterapia: indicada quando a cirurgia não é viável ou como tratamento adjuvante. Pode ser eficaz em controlar o crescimento tumoral, especialmente em lesões inacessíveis cirurgicamente;
  • Quimioterapia: embora o CCE não seja altamente responsivo à quimioterapia, agentes quimioterápicos podem ser utilizados em casos específicos, principalmente quando há metástases ou quando outras opções não são viáveis;
  • Terapia Fotodinâmica: essa técnica emergente utiliza um agente fotossensível ativado por luz para destruir células tumorais. Embora ainda em desenvolvimento em muitos centros veterinários, tem mostrado resultados promissores para lesões superficiais.

A escolha do tratamento depende de diversos fatores, como localização e estágio do tumor, idade do gato, e condição clínica geral. Em todos os casos, um plano terapêutico individualizado deve ser elaborado por um veterinário especializado.

Como evitar o carcinoma de células escamosas em gatos

Embora não seja possível prevenir completamente o CCE, algumas medidas podem reduzir significativamente o risco de seu desenvolvimento, especialmente em gatos predispostos. A principal estratégia preventiva envolve o controle da exposição solar, já que a radiação ultravioleta é um fator de risco direto.

Dicas importantes para prevenção:

  • Evite a exposição solar prolongada, especialmente entre 10h e 16h, quando os raios UV são mais intensos;
  • Mantenha gatos de pelagem clara dentro de casa ou em áreas cobertas durante o dia;
  • Use protetores solares específicos para pets, com orientação veterinária, nas áreas mais expostas como nariz e orelhas;
  • Monitore regularmente a pele do seu gato em busca de lesões, crostas ou feridas que não cicatrizam;
  • Leve seu gato ao veterinário regularmente, principalmente se ele já apresentou lesões solares ou alterações cutâneas no passado.

Além disso, castrar o animal e manter uma dieta equilibrada, rica em antioxidantes, pode contribuir para a saúde geral e fortalecimento do sistema imunológico, embora essas práticas não tenham relação direta comprovada com a prevenção do carcinoma de células escamosas em gatos.

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Monitoramento contínuo e qualidade de vida

Após o diagnóstico e tratamento do carcinoma de células escamosas, o acompanhamento veterinário é essencial para monitorar possíveis recidivas. Mesmo com tratamento bem-sucedido, o tumor pode retornar, especialmente se as margens cirúrgicas não forem suficientes ou se o animal continuar exposto a fatores de risco.

Programas de reavaliação periódica, incluindo exames físicos e, quando indicado, exames de imagem, ajudam a detectar precocemente qualquer sinal de recorrência. Manter o gato confortável, sem dor e com boa qualidade de vida, deve ser sempre o objetivo principal, mesmo nos casos mais avançados.

Se você tem um gato de pelagem clara ou já notou lesões persistentes na pele dele, fique atento aos sinais mencionados neste artigo e procure um veterinário o quanto antes.

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Carcinoma De Células Escamosas Em Gatos: Perigos E Prevenção

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