A febre canina é um sinal de alerta que pode indicar uma série de problemas de saúde em cães. Embora muitas pessoas associem febre apenas a resfriados ou infecções leves, em animais ela pode significar algo mais sério.
Detectar a febre em cães pode ser mais difícil do que em humanos, já que eles não conseguem comunicar seu mal-estar com palavras. Por isso, é essencial que tutores estejam atentos a sinais sutis e saibam como agir.
Segundo a literatura veterinária, a temperatura corporal normal de um cão varia entre 38°C e 39,2°C. Acima disso, já se considera que o animal apresenta febre. Algumas raças podem ter pequenas variações, mas qualquer elevação acima de 39,5°C deve ser tratada com atenção.
Estudos da American Veterinary Medical Association indicam que febre persistente pode estar associada a infecções bacterianas, virais, inflamações internas ou até doenças autoimunes.
Neste artigo, vamos abordar o que é a febre canina, como identificá-la, quais são os riscos envolvidos, quando ela costuma aparecer, como prevenir e, principalmente, o que fazer caso seu cão apresente esse sintoma. Acompanhe todos os tópicos para garantir o bem-estar e a saúde do seu companheiro de quatro patas.
O que é febre canina?
A febre canina é a elevação anormal da temperatura corporal de um cão, geralmente em resposta a um processo inflamatório, infeccioso ou imunológico. Trata-se de um sintoma, e não uma doença em si, o que significa que sua presença indica que algo está errado com o organismo do animal.
Causas comuns da febre
- Infecções bacterianas ou virais: como infecção urinária, pneumonia, parvovirose ou cinomose;
- Inflamações internas: como pancreatite, artrite ou abscessos;
- Reações a medicamentos ou vacinas;
- Exposição a calor excessivo (hipertermia), embora nesse caso o mecanismo seja diferente da febre por doença;
- Doenças autoimunes ou câncer.
Vale lembrar que nem toda febre é facilmente explicável. Em alguns casos, o animal apresenta o que a medicina chama de febre de origem desconhecida, e são necessários exames mais complexos para investigar.
Sintomas da febre canina
Identificar a febre em cães pode ser desafiador, pois eles não apresentam sinais tão evidentes como os humanos. No entanto, alguns sintomas comuns ajudam o tutor a suspeitar do problema.
Sinais mais frequentes
- Letargia e cansaço: o cão se mostra menos ativo e passa mais tempo deitado;
- Perda de apetite: rejeição à comida ou água;
- Tremores e calafrios: semelhantes aos que humanos apresentam em febre alta;
- Nariz seco e quente: embora não seja um indicativo definitivo, é um sinal de alerta;
- Respiração acelerada ou ofegante;
- Olhar triste ou olhos lacrimejantes;
- Vômito ou diarreia, dependendo da causa da febre.
A forma mais segura de confirmar a febre é medindo a temperatura com um termômetro digital veterinário, inserido com cuidado no reto do animal. Temperaturas acima de 39,5°C devem ser consideradas febris.

Perigos da febre canina
A febre em si é um mecanismo de defesa do organismo, mas quando atinge temperaturas muito altas ou persiste por vários dias, pode se tornar perigosa.
Riscos à saúde do animal
- Desidratação: causada pela febre alta e falta de ingestão de líquidos;
- Danos neurológicos: quando a temperatura ultrapassa 41°C, há risco de comprometimento cerebral;
- Comprometimento de órgãos internos: como rins e fígado;
- Progressão da doença de base: a febre pode ser o sintoma de uma infecção grave ou doença sistêmica.
Cães filhotes, idosos ou com doenças pré-existentes são ainda mais vulneráveis aos efeitos da febre.
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Quando a febre canina aparece
A febre pode surgir em diferentes situações, mas é mais comum em episódios específicos:
- Após cirurgias ou vacinas: como reação do sistema imunológico;
- Durante infecções respiratórias ou gastrointestinais;
- Em casos de doenças virais, como cinomose e parvovirose;
- Após picadas de carrapatos ou outros parasitas;
- Por causas ambientais: como excesso de calor, resultando em hipertermia.
Se o cão apresentou febre logo após algum evento conhecido, como vacinação ou cirurgia, isso pode ser esperado — mas ainda assim, deve ser monitorado de perto.
Como evitar a febre canina
A prevenção da febre está diretamente relacionada à manutenção da saúde geral do cão. Isso envolve desde a vacinação até o controle ambiental e alimentação adequada.
Dicas de prevenção
- Mantenha a vacinação em dia;
- Faça controle antiparasitário regular, com vermífugos e produtos contra pulgas e carrapatos;
- Ofereça alimentação balanceada e água fresca sempre disponível;
- Evite exposição ao calor intenso, especialmente em dias muito quentes ou em locais sem ventilação;
- Realize check-ups veterinários periódicos;
- Observe mudanças de comportamento para agir preventivamente antes de agravamentos.
A febre muitas vezes surge como resposta a problemas evitáveis. Um ambiente limpo, livre de infecções e com rotina de cuidados garante muito mais saúde ao pet.
O que fazer em caso de febre canina
Ao suspeitar que seu cão está com febre, o tutor deve agir com cautela e nunca tentar medicar por conta própria.
Passos importantes
- Meça a temperatura com um termômetro veterinário;
- Ofereça água fresca e mantenha o animal em local arejado;
- Não dê medicamentos humanos, como dipirona ou paracetamol, sem orientação veterinária;
- Observe os outros sintomas presentes;
- Leve o animal ao veterinário o quanto antes, principalmente se a febre ultrapassar 40°C ou vier acompanhada de vômito, diarreia ou apatia severa.
O tratamento da febre será determinado pela causa subjacente, que pode exigir exames como hemograma, ultrassom, raio-X ou testes específicos.
A febre canina é um sintoma que jamais deve ser ignorado. Identificá-la precocemente e buscar ajuda profissional são atitudes fundamentais para garantir a recuperação e o bem-estar do seu cão. Com cuidados preventivos e atenção aos sinais clínicos, é possível reduzir significativamente os riscos.
